era meio-dia, eu estava dentro de um ônibus voltando de um lugar onde eu não deveria nem ter ido (pra variar), os motivos não importam.
O veículo parou em um dos "pontos-de-ônibus" para a entrada de uma garota em sua cadeira-de-rodas na acompanhada de sua suposta mãe. Para variar o elevador, próprio para estas situações, não funcionou como deveria e o "cobrador" teve que subir a passageira por suas próprias forças. Mediante a situação me senti no dever de colaborar devido à minha experiência no assunto. Terminado o esforço, sentei-me próximo à elas, munida do meu bom e velho sorriso amigável que por vezes habita meu rosto. Eu apreciava o momento de belo dia de sol e boa humidade relativa do ar enquanto meus olhos pairavam sobre a garota. Ela não falava e tinha seus movimentos muito debilitados (provavelmente tinha alguma deficiência mental além da física). Comecei a me questionar sobre a maneira de pensar, o comportamento e os sentimentos dela (estava um tanto filósofa).
Foi então que vi um sorriso cortar-lhe a face, enquanto sua mão acenava timidamente. Tudo à nossa volta acontecia da mesma maneira, frenética e acelerada de sempre, mas nós não mais pertencíamos àquele momento.
Nossos corpos e mentes pareceram entrar num mesmo ritmo, que nos transportou dali e por um instante foi como se nos compreendêssemos mútua e plenamente, com a força de um raio trespassando os pensamentos,nos tocando sutilmente.
Minha mente se esvaziou.
Naquele momento eu entendi todos os sentimentos humanos de uma só vez, e o porquê deles, porém nada mais fez sentido pra mim, apesar de todo o resto parecer-me completamente plausível.
Aquele foi o sorriso mais discreto e intenso de toda a minha curta vida.
Até agora!
Foda! Entendo como é isso... Digo, não entendo da mesma forma que vc, claro! Mas entendo do meu jeito de entender... Passei por situações semelhantes, e é realmente engraçado e curioso como a vida pode ser tão imprevisível, às vezes! ^^
ResponderExcluirHá, concordo.
ResponderExcluirE thanks pelos coments. =]