quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Plágio

tive de dar um "Ctrl+C & Ctrl+V", pois eram exatamente as palavras que eu queria dizer...

Certo dia me perguntaram: Pq você se apaixonou? Eu repondi: Não sei… E talvez continue não sabendo. Eu simplesmente amo, acordo e vou dormir com ele nos meus pensamentos...

[...]vagando sem encontrar,sem saber sequer o que busco,o que buscarei.

"...Sei que pretendia dizer alguma coisa muito especial pra você, alguma coisa que faria você largar tudo e vir correndo me ver..."

Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico, disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio – viria? virá?

Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistencias! Desistir ainda que nao pareca foi meu grande gesto de CORAGEM!

jamais olhava para trás, jamais: o que estava feito, estava feito, estava consumado, estava para sempre imutável, inamoldável, fechado em si mesmo, estanque: o tempo.

O que você mentir eu acredito.
Caio fernando abreu

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Acabou?

Não tenho mais aquele sorriso bobo na cara de tempos atrás.
Ou o olhar despretensioso.
Tenho uma dor da vida.
Numa incompreensão total,
Meu peito já não arde mais em amores. Neste lugar antes imaculado, há agora a angústia.
Quero estancar este sangramento, mas já não posso conter a ferida, que se abre mais e mais em minha pele, causada pelas minhas próprias mentiras.
Eu quis enganar-me, mas caí no meu próprio abismo de terror.
Tudo é dor.
Uma dor da alma que chega a anestesiar meu corpo, e a morbidez me faz querer rasgar esta literalidade.
Literalidade da qual já desconfio, a real existência.
Mas o pânico sempre me assola e não me deixa agir. Me sinto inútil. Me sinto fútil.
Pra quê essa existência? Pra quê escovar os dentes todas as manhãs?
Não, não mais desacredito dos seres humanos.
Hoje, me desacredito de mim mesma.
Somente sinto pena do ser repugnante que me tornei e não mais reconheço o reflexo.

À ele

Não guardarei aquele sorriso para sempre.
Quero uma mais bonito todos os dias,
Pra me fazer pegar no sono,
Pensar nos dentes, dentro da mais sincera alegria
E na insistente lágrima feliz que não escorre pelo rosto.