era meio-dia, eu estava dentro de um ônibus voltando de um lugar onde eu não deveria nem ter ido (pra variar), os motivos não importam.
O veículo parou em um dos "pontos-de-ônibus" para a entrada de uma garota em sua cadeira-de-rodas na acompanhada de sua suposta mãe. Para variar o elevador, próprio para estas situações, não funcionou como deveria e o "cobrador" teve que subir a passageira por suas próprias forças. Mediante a situação me senti no dever de colaborar devido à minha experiência no assunto. Terminado o esforço, sentei-me próximo à elas, munida do meu bom e velho sorriso amigável que por vezes habita meu rosto. Eu apreciava o momento de belo dia de sol e boa humidade relativa do ar enquanto meus olhos pairavam sobre a garota. Ela não falava e tinha seus movimentos muito debilitados (provavelmente tinha alguma deficiência mental além da física). Comecei a me questionar sobre a maneira de pensar, o comportamento e os sentimentos dela (estava um tanto filósofa).
Foi então que vi um sorriso cortar-lhe a face, enquanto sua mão acenava timidamente. Tudo à nossa volta acontecia da mesma maneira, frenética e acelerada de sempre, mas nós não mais pertencíamos àquele momento.
Nossos corpos e mentes pareceram entrar num mesmo ritmo, que nos transportou dali e por um instante foi como se nos compreendêssemos mútua e plenamente, com a força de um raio trespassando os pensamentos,nos tocando sutilmente.
Minha mente se esvaziou.
Naquele momento eu entendi todos os sentimentos humanos de uma só vez, e o porquê deles, porém nada mais fez sentido pra mim, apesar de todo o resto parecer-me completamente plausível.
Aquele foi o sorriso mais discreto e intenso de toda a minha curta vida.
Até agora!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Sofia
Minha sabedoria
de saber
que nada sei saber,
que nada sei fazer,
que não sei amar,
que não sei sofrer,
que eu só sei doer.
sophia.
Um raio de Sol
Numa escuridão fria
Que eu tinha em meu viver
Sem nem saber que tinha.
A Bênção
Não sei pq resolvi escrever:
Não tenho dom, e péssima rima.
Minha poesia é uma afronta à mesma
Poetas se debatem em seus túmulos
E/ou têm pesadelos.
Minhas palavras não são suaves,
Nem o que sinto.
Peço então: Óh, Poetas,
com minha inspiração
façam um verso
(um verso apenas)
que possa ser o meu poema
ou possa ler-se
numa canção.
. Dêem-me as palavras.
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